O Grande Hotel Budapeste como inspiração para o décor

Lançado o ano passado e com nove indicações ao Oscar, o longa O Grande Hotel Budapeste impressiona não tanto pela história em si, mas sim pela forma como tudo é contado e passado na tela. Com enquadramentos e estilos típicos do diretor Wes Anderson, ‘Hotel Budapeste’ encanta também pela cenografia, nos detalhes decorativos que fazem toda a diferença e deixam cada quadro primoroso. Então, já que o filme é um dos mais cotados para ganhar a tão cobiçada estatueta, fizemos questão de assisti-lo e colocar aqui a nossa análise cenográfica, claro!

Por dentro de O Grande Hotel Budapeste

Antes de analisar alguns cenários do filme, vale a pena traçar um panorama básico da obra. Como o próprio nome sugere, a história se passa em 1920 no Hotel Budapeste, localizado Zubrowka, um país fictício do Leste Europeu que está prestes a viver uma guerra mundial. Por lá, o concierge Gustave H (Ralph Fiennes), acostumado a se envolver com senhoras ricas, sabe que uma de suas estimadas mulheres morre e que a mesma deixa como herança um quadro renascentista de valor inestimável. A família, claro, não quer ceder tais direitos, e o concierge, juntamente com o mensageiro Zero Moustafa (Toni Revolori E F. Murray Abraham), decide roubar o quadro. O ‘lobby boy’ e Gustave iniciam uma grande amizade e até o final do filme, os dois, juntamente com o restante do elenco, garantirão algumas risadas.

Como a história se passa na década de 1920, é natural que a decoração dos ambientes do Hotel Budapeste seja clássica e luxuosa, porém, vale destacar que não fase decadente da propriedade, os acessórios, mobiliários e objetos de décor são mais vintages, envelhecidos – o que não deixa de ser exuberante também. Nos primeiros minutos da produção você vai sentir esta diferença de estilos.

Na primeira parte do filme O Grande Hotel Budapeste, principalmente, as cores vivas do prédio é o que mais chama atenção: papéis de parede geométricos, paredes totalmente vermelhas, além do uso combinado de tons terrosos com o laranja. Mais do que uma diferenciação cenográfica, vale destacar que esta estética é uma característica bem marcante dos filmes de Wes Anderson.

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Os focos luminosos e a iluminação como um todo também chamam atenção nos mais diferentes ambientes do hotel e dos outros ambientes fora dele: lustres impecáveis, arandelas e abajures estão presentes em vários momentos da trama.

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Seguindo o mesmo princípio do luxo e elegância, em alguns momentos do filme a mesa posta também aparece para dar o ar da graça, com pratos decorados, taças e talheres refinados.

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O simples chazinho também tem dá o ar da graça, no entanto, nesta cena, como se trata de um ambiente mais despojado, as cadeiras e mesas de fibras mesclados com os arranjos florais e grandes folhagens deram um caráter aconchegante à cena.

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Tacinhas de cristal até dentro do trem!

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Em uma das cenas do filme, percebemos algo bem legal, que, inclusive, falamos esta semana aqui: a decoração com quadros. Olha que legal esta parede todinha decorada com quadros de diferentes molduras . A composição ficou linda, não acha?

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Já a personagem Agatha (Saoirse Ronan), que durante o filme se revela uma peça-chave para a trama, trabalha na confeitaria Mendl´s e ela se destaca pela simplicidade e duçura. Podemos perceber isto na forma como se veste e também na decoração de seu quartinho, simplista e romântico

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O Grande Hotel Budapeste concorre nas categorias de melhor design de produção, trilha sonora, roteiro original, fotografia, edição, figurino, maquiagem e penteado, diretor e melhor filme. Vale lembrar que a produção já foi destaque no Festival de Berlim, além de ganhar como melhor filme de comédia ou musical no Globo de Ouro deste ano. No Brasil, algumas cidades realizam sessões especiais do filme, já que ele entrou para a lista de indicados ao prêmio máximo do cinema. Vale a pena pesquisar e tirar outras conclusões deste longa.

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